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Emissoras querem reduzir salários e acabar com o abono: 1ª rodada de negociação da CCT do rádio e da TV aberta

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Após 2 meses de espera, a 1ª rodada de negociação com as empresas de Rádio e TV aberta do RJ veio com uma proposta pobre e preocupante. reajuste abaixo da inflação e grave ameaça

Nesta terça-feira (9/10), os representantes das emissoras rejeitaram reivindicações básicas, e estão pressionando para boicotar uma série de direitos, diminuir os salários e acabar com o abono.

Principais ataques dos patrões

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Reajustes abaixo da inflação

Ao longo deste ano, a inflação acumulada ficou em 4,52% (IPCA). A reivindicação dos trabalhadores foi de 7% de reajuste salarial (ou seja, aumento real de 2,48% pelo IPCA). A resposta inicial dos patrões foi propor um reajuste de meros 3% (ou seja, além de não aumentar, ainda querem diminuir o salário dos radialistas).

Esse mesmo ataque dos 3% também vale para o piso-salarial e para todas as outras cláusulas econômicas (auxílios alimentação, creche etc.), o que é ainda mais grave. Os últimos estudos do DIEESE sobre o custo de vida no RJ apontam que um aumento acima da inflação nesse momento não é um luxo. Os dados mostram que a maior parte dos radialistas não têm tido condições de arcar com seu sustento sem ficar no vermelho, ainda mais quem ganha o piso-salarial.

 

Compto de Jornada em Externa

Você trabalharia uma hora de graça todo dia? Esse é o objetivo dos patrões ao tentar legalizar o compto de jornada em externa. Ano passado cerca de 500 radialistas mobilizaram um abaixo assinado e conseguiram pressionar as empresas a abrir mão dessa tentativa absurda. Esse ano ela se repete. Só na Globo, são quase mil trabalhadores em externa, que recebem 1 hora extra contratual pelo tempo que levam se deslocando da empresa até os locais de gravação. O compto de jornada em externa, na prática, é uma desculpa absurda para convencer você a continuar trabalhando o mesmo tempo e receber menos.

 

O fim do Abono

Uma manobra jurídica na proposta dos patrões visa literalmente ACABAR com o direito ao abono/participação nos resultados. É a tentativa de que só empresas com “balanço superavitário” paguem (e ainda rejeitaram os 52%, propondo o valor só em 42%). Acontece que ano passado a única empresa de balanço superavitário foi a TV Globo. Se fosse assim, em todas as outras empresas, nenhum trabalhador teria recebido nada em 2017 nem em 2018.
A lei obriga todas as emissoras a negociar algum valor a ser pago como abono/participação nos resultados. Mas se o valor negociado na CCT for zero, segundo a Reforma Trabalhista, passará a valer acima da lei. Se os radialistas aceitarem isso, até a própria Globo pode facilmente organizar suas contas de forma que nunca feche o ano com superávit. Uma simples manobra para nunca mais pagar o abono.

 

Nenhuma ajuda a quem vai se aposentar

Outra proposta que levamos foi para evitar demissões de trabalhadores prestes a se aposentar. Atualmente quem está há 12 meses da aposentadoria tem direito a essa estabilidade. Reivindicamos que esse tempo passasse para 24 meses, mas os patrões rejeitaram sumariamente a proposta.

 

Postura anti-sindical

Também foram negadas propostas que não representavam nenhum custo para as empresas, e poderiam melhorar a relação dos trabalhadores com o sindicato. É o caso da cláusula de apresentação do sindicato: os patrões se negaram a fazer o simples ato de entregar um folheto do sindicato na hora da contratação, caso a pessoa queira nos procurar ou possa vir a precisar de nossa ajuda. Também não aceitaram de antemão que os radialistas tenham a opção de contribuir com o sindicato no fechamento da CCT.
Por que tanto medo da união dos trabalhadores? Diante de todos esses ataques, é fácil imaginar por que eles nos querem divididos. Se você também não vai abaixar a cabeça para essa exploração #ChegaJunto

Clique aqui para ver a proposta enviada pelo nosso sindicato com as reivindicações dos trabalhadores de Rádios e TVs Abertas do RJ.

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