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8 de março: trabalhadoras em luta por respeito e igualdade

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mulheres
Neste 8 de Março, mulheres do mundo todo ocuparam as ruas, as redes e mídias. Os atos da Marcha Mundial das Mulheres defenderam o fim da violência e do feminicídio, o respeito aos direitos reprodutivos e sexuais e a garantia dos direitos civis. No seio dessas reivindicações está um grito que é mais forte a cada ano: a luta por direitos iguais para todas e todos os trabalhadores.
 

“Por quê eu e você, se a gente faz a mesma coisa que um homem faz, a gente recebe menos? Isso é inadmissível.”

(Andréa Bussolo, Radialista e Diretora do SinRadTV-RJ)

 
Nas palavras de Andréa em entrevista à professora Maria Eduarda Quiroga, da CUT Rio, está marcada uma reflexão que todas e todos precisam fazer, não somente no #8M, mas a cada novo dia. Clique aqui para assistir à entrevista completa.
Dados do IBGE revelam que, em 8 de março de 2019, trabalhadoras brasileiras de 25 a 49 anos ainda ganham em média 20,5% a menos que os homens para realizarem as mesmas funções. Essa vergonhosa realidade pode ser vista facilmente no nosso próprio mercado de Rádio e Televisão.
Um detalhe ainda mais perverso é que a desigualdade salarial aumenta quanto mais altos são os cargos. Ou seja, em funções que exigem altos níveis de especialização, as mulheres têm ainda mais dificuldade de conquistar uma remuneração igual aos homens, ainda que apresentem a mesma formação e competência, e realizem as mesmas tarefas. Por essa razão, menos da metade dos postos de diretoria e gerência são ocupados por mulheres no mercado de trabalho.
As informações do IBGE mostram claramente que as mulheres vêm ocupando mais postos de trabalho, porém com menos direitos. Em outras palavras, elas vêm sendo exploradas pelo mercado como “mão-de-obra mais barata”. Essa tendência também aparece na tentativa de nova previdência do governo Bolsonaro, que prejudica profundamente as trabalhadoras. Questões como a redução de pensões e aumento da carência das aposentadorias prejudicam mais às mulheres que qualquer outro grupo social.
Na mesma série de entrevistas da CUT Rio, Maria Eduarda Quiroga conversou em plena Marcha das Mulheres no Centro do Rio de Janeiro justamente sobre esse tema, com Mychelle Alves, vice-presidenta do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN). Clique aqui para assistir.

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