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Ontem publicamos nas redes sociais uma interessante análise do jornal Brasil de Fato sobre o caos que tem se tornado o nosso país. Ela começa assim:

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL?

A “farra das delações” iniciada na operação Lava Jato chegou ao presidente Temer, mostrando que a república está efetivamente dominada por uma quadrilha de criminosos. Nada de novo até aí, pois quem conhece as entranhas do sistema capitalista sabe que isso é da sua natureza. O estado existe para gerir os interesses dos donos do capital, mascarando sua ação com a ilusão de que está administrando para o povo. Não está. Pelo menos não o estado brasileiro.
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Na nova delação premiada, desta vez conduzida pelo Ministério Público Federal em Brasília, são apresentadas provas concretas sobre a posição do presidente, aprovando a compra do silêncio de Eduardo Cunha, bem como sobre o pagamento a Aécio Neves, com as notas rastreadas até a conta do assessor de Parrela (o dono do helicóptero cheio de cocaína). Registra também em alto e bom som o “modus operandis” do senador mineiro, que assegura, em gravação, que mandará pegar o dinheiro uma pessoa que ele possa matar antes que o delate. Ações dignas de máfia...
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Na noite de quinta-feira, várias cidades do Brasil já registraram atos massivos com a população exigindo a saída de Temer. Ele se pronunciou no meio da tarde dizendo que não vai renunciar. Mas, a sua queda já é dada como certa pelos analistas políticos. Até porque, para a classe dominante, Temer já cumpriu sua tarefa. Agora é hora de colocá-lo no lixo da história e seguir com a entrega do país. Por isso a Rede Globo, que foi quem deu o furo de reportagem, insiste em dizer que o Brasil deve manter a equipe econômica do governo e seguir com as ditas reformas, das leis do trabalho e da previdência. Para os que dominam o jogo, não importa quem é o boneco na presidência. O importante é que a série de mudanças exigidas pelo capital não sejam impedidas.
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O Congresso Nacional registra, na atual conjuntura, a primazia de grupos completamente comprometidos com os interesses do capital, com um bom número de deputados - mais de 300 - envolvidos em casos de corrupção. Não haverá mudança no jogo, mesmo que aconteça a queda de Temer.
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As propostas de “reforma” nunca foram do governo, e sim dos grupos que dominam os negócios no país. Então, se Temer cair e assumir alguém da confiança da classe dominante, nada vai parar. Mesmo em meio ao furacão, os deputados ainda certamente tentarão seguir com algumas votações, ainda que alguns já estejam dizendo que as votações das reformas estão inviabilizadas.
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O único fator que pode impedir que isso aconteça é ação popular. Só uma reação decisiva e urgente dos movimentos sociais organizados e da população em geral pode alterar o curso dos acontecimentos...
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A HISTÓRIA DA COLÔNIA QUE VIROU IMPÉRIO:
Nos anos 60, todos os países da América Latina tiveram seus sonhos de independência castrados. A soberania dos Estados Unidos nasceu ali, da construção de uma base de regimes de linha dura para combater "a ameaça interna dos comunistas". Assim, a colônia virou império, a caça se apaixonou pelo caçador.
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Hoje, mais uma vez, as estruturas de poder internacionais estão abaladas. Desde a crise de 2008, protestos no mundo todo tem mudado radicalmente o cenário da política, e o batismo do Brasil foi Junho de 2013. Mais uma vez, é preciso controlar os povos que não aguentam mais serem submissos. É preciso canalizar a revolta para se manter no poder.
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Financiando grupos de mercenários, os Estados Unidos garantiram a destruição da Líbia, no Iraque, do Afeganistão e seguem destruindo a Síria. A guerra, em nome da democracia, provoca uma destruição avassaladora. Destruição essa que será suplantada pelas empresas estadunidenses empenhadas na “reconstrução” - como foi na Europa pós 2ª Guerra, e em todas as guerras desde então. É tudo um negócio. Não importa que para isso seja preciso devastar com a vida das pessoas, matar e mutilar.
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COMO ESTÃO OS PAÍSES VIZINHOS HOJE?
Na América Latina a tática tem sido outra para aprofundar a dependência e dominar os recursos estratégicos. Hugo Chávez foi o primeiro a ser retirado, e logo depois começou a derrocada dos governos que caminhavam para ter alguma soberania. Na Argentina garantiram que um playboy milionário assumisse o governo, totalmente vinculado com os interesses da classe dominante local, que não está nem aí para os argentinos. Se precisarem ficar à sombra do império, como vassalos, para garantir a vida boa, entregam a nação de mão beijada. E é o que estão fazendo.
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A Venezuela recebe o mais forte ataque. Porque lá o povo não caiu na conversa da falsa “democracia”. Mas estão pagando um alto preço. Financiada e orientada pelo império, a elite local provoca uma guerra econômica, impedindo que remédios e comida cheguem na mão da população, para gerar revolta contra o governo. Como a resistência seguiu forte, começaram a financiar terroristas (como na Síria). Grupos que promovem barricadas, incêndios, depredações e mortes. Vão esticar a corda até a mais alta tensão, esperando que, acossados pela fome e pela carestia, o povo se entregue. Isso paralisa o país, que além de ter de enfrentar a contrarrevolução precisa dar respostas econômicas, que ficam cada vez mais difíceis diante do bloqueio promovido pela burguesia que controla o setor de importações.
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E AQUI NO BRASIL?
Os grupos que representam a classe dominante estão promovendo o mesmo jogo de destruição econômica. Uma equipe de gângsteres está no comando do país, seja no executivo ou no legislativo. Tudo está sendo feito para enriquecer cada vez mais os que já são ricos, colocando a maioria na população para pagar por esse novo processo de acumulação do capital. Além disso, as riquezas naturais e a terra vão sendo entregues. É uma nova etapa de acumulação para a elite local e para o capital internacional.
Tudo está ligado. Não é conspiração, é um projeto político.
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O caos político e econômico que vivemos não é uma coisa isolada, nem uma particularidade da política brasileira. Faz parte de um processo maior visando a manutenção do poder por parte da pequena parcela que domina o mundo. É a resposta de uma dominação que vem sendo questionada pelas ocupações de Wall Street, pelas revoltas nos países que vêm sendo combatidos como a "primavera árabe", e a brasileira.
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Assim que a tarefa histórica que está colocada para a população brasileira é gigantesca, porque o caminho tomado pelo Brasil dita praticamente o caminho de toda a América Latina. Sucumbir ao entreguismo e ao domínio político de grupos que se comportam apenas como gerentes do grande capital é voltar a um tempo sombrio. A América Latina começou a se levantar, questionando a dívida, a dependência, a subordinação e passou a apontar novas possibilidades de soberania e de solidariedade.
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MOMENTO DECISIVO: CORAGEM OU COVARDIA?
Essa ideia generosa e revolucionária é que está sendo combatida agora, em todos os espaços da América baixa. Na Venezuela com o terrorismo mercenário e no Brasil com a ascensão de uma gente que não tem qualquer sentido de nacionalismo. São, no geral, pequenos criminosos, que vendem até a mãe se for preciso (ou matam o primo, como disse Aécio). Por isso não se compadecem no mais mínimo com a destruição econômica do país. Porque seus bolsos estão cheios. Assim, as reformas continuarão seu caminho, passe o que passe, ainda que paralisem no momento. Podem cair os reis de espadas, de ouro, de copas, não importa. Os gerentes do capital seguirão fazendo seu trabalho.
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Só uma coisa muda o rumo de tudo isso. O povo organizado e em luta. Capaz não só de estancar o processo de destruição e de entrega das riquezas do país, mas também de apresentar um projeto nacional que aponte para a soberania e para o poder popular. É um momento decisivo. Cada atitude terá sérias consequências. A história de cada um de nós cobrará com juros a coragem ou a covardia que teremos agora.
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Tudo isto são palavras (nossas, e do Instituto de Estudos Latino-Americanos). Precisamos de atitude. Que nossas palavras tenham a força pra nos mover a diante.

#VerasQueUmFilhoTeuNãoFogeàLuta
#ReformaPolíticaJá
#ForaTemer
#PoderPopular
#SóaLutaTeGarante
#RadialistasRJ

 

 

A sentença finalmente saiu! Passados meses em luta, a justiça do trabalho determinou que os pagamentos dos salários atrasados dos funcionários da Rádio TUPI sejam executados pela empresa. A decisão é resultado da Ação Civil Pública movida pelo nosso sindicato, ainda em 2016, referente aos salários até dezembro (que estavam atrasados há pelo menos 6 meses, chegando a mais de 15 meses para alguns trabalhadores). Para quem quiser conferir, o número da ação é 0100022-71.2017.5.01.0049, e a decisão já está publicada.

Os sócios do sindicato e quiserem juntar seus cálculos no processo devem procurar nossa equipe jurídica. O e-mail é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e os telefones são 22530914, 22530432 ou 22530403. É fundamental trazer os seguintes documentos: CTPS, RG, CPF, RECIBOS SALARIAIS ANTERIORES À SETEMBRO DE 2016. Também é necessário pagar o cálculo judicial (R$ 140,00) e assinar a procuração e os demais documentos do departamento jurídico.

OBS: Ex-empregados podem encaminhar a execução dos pagamentos pela Ação Civil Pública do sindicato, ou mover uma ação individual. Mas não poderão pedir o mesmo objeto em duas ações diferentes.

OBS2: Radialistas que não são sócios do sindicato poderão mover ações executórias com advogados particulares ou com o próprio advogado do sindicato, basta fazer um ajustamento de contrato.

#SóaLutaTeGarante
#VemComSeuSindicato
#PagaTUPI

 

 

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