free fonts free icons

 

Não sabemos se foi intencional e não sabemos até que ponto isso foi articulado pela direção da empresa, mas o fato é que numa tacada só, alguns trabalhadores conseguiram enfraquecer o movimento e colocaram a cabeça dos que permanecem em GREVE na forca.

Juntos, em 42 dias de paralisação, derrubamos o presidente da empresa, provamos que existe a solução para o entrave financeiro, arrancamos decisões favoráveis na justiça e fizemos a empresa se render a negociação.

Não esqueceremos os 42 dias que lutamos UNIDOS ombro a ombro e jamais recriminaremos qualquer trabalhador por ter aceitado a proposta da empresa, mas lamentamos profundamente por terem feito isso individualmente. Sozinho o trabalhador fica fragilizado.

Juntos poderíamos até mesmo ter votado a favor da proposta patronal. Se assim fosse, nosso sindicato seguiria respeitado e o nosso movimento conciso.

Juntos deveríamos ter continuado para que nenhum trabalhador fosse tachado de FURA-GREVE.

É triste ver comunicadores voltarem ao trabalho ocupando o espaço de companheiros que permanecem na luta (orgulho desses).
Nosso sindicato segue firme na briga judicial e ao lado dos guerreiros que optaram por respeitar a deliberação da assembleia permanecendo de braços cruzados. Temos fé que o bloqueio de bens virá e garantiremos a dignidade dos Radialistas da TUPI.

A LUTA CONTINUA!

(Leonel Querino, Presidente do Sindicato dos Radialistas-RJ)

Nos últimos dias, a equipe de homologações do nosso sindicato notou um comportamento grave de patrões contra radialistas próximos da aposentadoria. Diversos funcionários da Rede Globo tem sido demitidos indiscriminadamente mesmo estando há menos de 1 ano de se aposentarem.
Isso fere o espírito da cláusula 31 da Convenção Coletiva em vigor (2016/2017) - assinada em 14 de novembro passado por representantes da própria Globo e de todas as emissoras do estado - que garante estabilidade no emprego para quem está há 12 meses da aposentadoria ou menos.

Um dos casos é José Antônio de Paiva Neto, radialista demitido da TV Globo faltando só 4 meses para se aposentar. Há 10 meses de se aposentar, Paiva procurou a assistência social da empresa para informar sua situação e requerer a estabilidade, mas foi informado que a emissora não aceitava ser informada a menos de 11 meses de sua aposentadoria, e que não poderia lhe dar nenhuma garantia. Como não havia lido ainda a Convenção em vigor, ele acatou a resposta e foi embora. Em dezembro, após uma reunião de avaliação de funcionários com o seu Supervisor Sênior, Roberto Conceição, mais uma vez Paiva deu ciência à empresa sobre sua condição. Já faltavam mais ou menos cinco meses, argumentou o radialista com o seu chefe direto. Todavia, dia 13 de janeiro, voltando de suas férias, Paiva descobriu que foi desligado da empresa.

Preocupado, ele veio ao sindicato procurar apoio jurídico. Pela cláusula 31ª, "O radialista com mais de 05 (cinco) anos de serviço contínuo na mesma empresa terá garantia de emprego no período de 12 (doze) meses que anteceder a data em que, comprovadamente através de lançamentos em sua CTPS ou em documento hábil do INSS, passe a fazer jus à aposentadoria da Previdência Social por tempo de contribuição, especial, por idade ou pela regra progressiva 85/95 (MP 676), enquanto esta estiver em vigor, ressalvados os casos de dispensa por justa causa ou acordo pelo Sindicato dos trabalhadores."
Com o título "GARANTIA AO EMPREGADO EM VIAS DE APOSENTADORIA", ela segue ainda com três parágrafos:
"Parágrafo primeiro: Para ter direito a garantia de emprego prevista no caput, o empregado deverá comunicar ao empregador, por escrito, nos primeiros 30 (trinta) dias do período de 12 (doze) meses que anteceder a data em que fizer jus à aposentadoria.
Parágrafo segundo: Perderá essa garantia o empregado que, tendo completado seu tempo de contribuição, não venha a requerer o benefício previdenciário.
Parágrafo terceiro: As estabilidades previstas no caput desta cláusula poderão ser convertidas em indenização."
Nossa equipe avalia que, nesses termos, a atitude da TV Globo ataca o teor da cláusula. Mesmo com a alegação da empresa de que é necessário prezar pelo prazo do aviso, estamos buscando meios de negociar o caso de Paiva e todos os outros radialistas que nos procuraram em situações que se assemelham. Mas a forma mais eficaz de evitar esse problema é cortá-lo na raiz. Fique por dentro dos seus direitos, e procure o nosso sindicato sempre!


ATENÇÃO:

É FUNDAMENTAL AVISAR À EMPRESA ASSIM QUE ESTIVER HÁ EXATOS 12 MESES DE SUA APOSENTADORIA. Boa vontade está em falta no universo dos patrões, não fique na mão dos outros. #VemComSeuSindicato

Era 1994 quando a MPB FM começou a fazer suas transmissões a sintonia de 90.3 MHz. A rádio funcionava em um belo estúdio no bairro de botafogo, dividido com as demais emissoras do Grupo Bandeirantes de Comunicação - na gestão desde 2012. Na noite de ontem, lançou suas últimas ondas no ar. Foi somente terça-feira que alguns dos funcionários começaram a ser chamados um a um pelo RH da empresa - todos foram demitidos. Seus últimos minutos foram de música; Zeca Pagodinho cantando um título Chico Buarque pra selar os mais de 20 anos dessa história: "Quem te viu, quem te vê".

Nossa equipe do Sindicato Radialistas RJ lamenta muitíssimo que a rádio termine assim. Infelizmente, não temos autonomia para impedir o fim da emissora (cuja frequência agora já está ocupada pela BandNews). Mas estamos contactando cada radialista, e também mantendo canal direto de informações com os associados. Também tomamos as providências para exigir da Bandeirantes uma negociação em favor dos trabalhadores, como prevê a lei em casos de demissão em massa. O objetivo dessa lei é garantir que estes funcionários recebam, diante da intempérie, algum tipo de benefício como apoio durante a transição (nesse caso, bastante repentina).

A notícia do fechamento da MPB comoveu artistas, ouvintes e radialistas de todos os cantos. "Todo mundo ama", dizia o slogan da rádio. Parece que é verdade. E se quem ama sente falta, hoje todos sentem saudade desse "oásis" da música brasileira.

 

 

 

Matriz:

Rua Leandro Martins, 10 - 5° andar e 12° andar -
Centro - RJ - Cep: 20080-070
Telefones: (21) 2253-8903/ 2253-8914/
               (21) 2253-8952/ 2516-0268

Subsedes:

Jacarepaguá
Estrada dos Bandeirantes, 6.471
Curicica – Jacarepaguá (em frente ao Projac)

Telefones: 3734-7210

Campos
Rua Doutor Lacerda Sobrinho nº 132 loja 03
Centro - Campos dos Goitacazes -RJ

Telefone : (22) 2720-2551