60 anos do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro
Na década de 40, os trabalhadores nas emissoras de rádio sentiram a necessidade de criar um órgão que lutasse por seus direitos coletivos na relação com os patrões. Foi criada a Associação Profissional dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão do Rio de Janeiro.
Em 15 de abril de 1949, essa associação foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho como o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão no Município do Rio de Janeiro.
Do seu quadro social constava a grande maioria dos trabalhadores em rádio e televisão: técnicos, operadores, produtores, locutores e rádio atores.
Entre as empresas, na época, destacavam-se a Rádio Nacional, Rádio Mayrink Veiga, Rádio Tamoio, Rádio Tupi, TV Excelsior e TV Rio, tanto pela qualidade da programação como pela quantidade de postos de trabalho.
Durante estes sessenta anos de vida, o Sindicato dos Radialistas acompanhou a história dos trabalhadores em empresas de radiodifusão no Estado do Rio de Janeiro como agente ativo na luta por melhores condições de vida e trabalho para esses profissionais: buscando sempre aumentos salariais reais que minimizassem os efeitos do período da alta inflação; discutindo a elaboração da Regulamentação Profissional dos Radialistas, de 1978; criando, em conjunto com sindicatos de radialistas de outros estados, a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radio e Televisão – FITERT, como uma alternativa à FENART, federação “oficial” totalmente descompromissada com as efetivas demandas dos trabalhadores que deveria representar e, ainda, comprometendo-se com as lutas dos trabalhadores de todo o país, através da filiação à Central Única dos Trabalhadores – CUT.
O Sindicato dos Radialistas vivenciou o golpe militar de 1964, o período mais duro da ditadura militar na década de 70, a abertura gradual do regime militar, a promulgação da Constituição de 1988 e a volta das liberdades políticas e sindicais dos tempos mais recentes, sempre dirigido por diretorias constituídas de integrantes do seu quadro social e democraticamente eleitas.
Hoje, o Sindicato dos Radialistas representa cerca de 10 mil trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro, que fizeram e fazem o rádio e a televisão serem ouvidos e assistidos por milhares de pessoas nas cidades do Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo todo.
Estão de parabéns todos os radialistas no Estado do Rio de Janeiro e a sua entidade de classe: o Sindicato dos Radialistas do Estado do Rio de Janeiro, pela passagem dos seus sessenta anos de existência.
Nessa ocasião, não poderíamos deixar de parabenizar também a diretoria eleita, no pleito realizado no final de março próximo passado, para dirigir os rumos da Entidade Sindical no período de 02 de maio de 2009 a 02 de maio de 2012, encabeçada pelo presidente Miguel Walter da Costa.